Em uma das regiões mais movimentadas do litoral norte, no porto de São Sebastião, encontramos ao lado do embarque das balsas, uma verdadeira riqueza da natureza, o Mangue do Colhereiro. Podemos perceber ali, a força da natureza em subsistir junto a tantos obstáculos impostos pelo homem.

Os Manguezais são ecossistemas de transição entre os ambientes terrestres e marinhos, característicos das regiões tropicais e subtropicais e muito encontrados no Litoral Norte de São Paulo. São formados por sedimentos lodosos com pouco oxigênio. São importantes nos processos de purificação da água, reprodução de várias espécies e como base de cadeias alimentares estuarinas e marinhas.

São verdadeiros filtros biológicos, habitat para várias espécies de organismos, produtores e exportadores de detrito, estabilizadores da linha de costa e controladores da hidrodinâmica e da erosão.

“O manguezal se constitui, portanto, em ecossistema-chave, cuja preservação é crítica para o funcionamento de outros ecossistemas maiores e mais diversos, que se estendem além de seus limites (Dinerstein et al., 1995). ”

É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico. Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar.

No local há ocorrência das três espécies arbóreas típicas para a região:

 

Colhereiro

 

Considerado marco histórico, pois foi o divisor das Capitanias de Santo Amaro e de São Vicente, além de ser o mais importante rio do Litoral Norte de São Paulo. Ao longo de seu curso encontramos paisagens deslumbrantes que abrigam grande diversidade de nossa fauna e flora. Possui um  riquíssimo ecossistema e, no local, podem ser observados o mangue e a mata atlântica. O rio Juqueriquerê é o único  navegável em todo o litoral norte de São Paulo, sendo uma das mais belas atrações para quem gosta de navegação fluvial.

 

Foto: Caio Cabral

 

É formado pelo encontro dos rios Pirassununga e Camburu e tem 13 quilômetros de extensão entre sua nascente e a foz na praia da Flexeiras, onde deságua. Seu leito tem profundidade que varia de 2,10 a 1,30 metros. Em sua foz, bastante assoreada, em períodos de maré baixa, a profundidade chega a atingir 30 centímetros. O rio corta importantes bairros de Caraguá como o Porto Novo, Barranco Alto e Morro do Algodão. E, sofre também, com o lançamento de esgoto doméstico e lixo em suas margens. Nos períodos de chuvas, o rio transborda e acaba inundando alguns bairros.

 

Saiba mais: https://www.marlimpo.org.br/colhereiro/